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05-06-2010: Comemorações do Bicentenário das Linhas de Torres, em Arruda dos Vinhos

10:30 › Guarda de Honra a Sua Excelância o Ministro da Defesa Nacional, Doutor Augusto Santos Silva, no Largo Miguel Bombarda 
      
11:00 › Inauguração do Centro de Interpretação das Linhas de Torres, no Centro Cultural do Morgado
    
12:00 › Visita ao Forte do Cego e Forte da Carvalha
    
13:30 › Regresso a Arruda dos Vinhos

O Município disponibiliza autocarros para a deslocação aos Fortes 

Fonte: http://www.cm-arruda.pt/events/PesquisaEventos.aspx?uid=a544abfc-2d43-429e-9823-91c9ce95b82a

Restauro dos fortes de Arruda dos Vinhos

Começaram as obras no forte da Carvalha, concelho de Arruda dos Vinhos.

“No passado dia 19 de Abril tiveram inicio as obras de recuperação do Forte da Carvalha, Obra Militar n.º 10, a cargo do Município de Arruda dos Vinhos, que contratualizou com a empresa Arqueohoje – Conservação e Restauro do Património Monumental, Lda., com o total apoio e participação do Exército Português, através da Direcção de Infraestruturas do Exército, com a disponibilização de 8 militares e máquinas para o desenvolvimento dos trabalhos.
As obras de recuperação têm a autorização do IGESPAR, Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, seguindo todas as normas previstas na Lei do Património Cultural.
O Forte do Cego será igualmente intervencionado, no âmbito do projecto financiado pelo Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu, e serão ambos colocados à fruição pública no dia 5 de Junho de 2010.”

Pouco a pouco os Fortes das Linhas de Torres Vedras vão sendo repurados…

Fonte: http://linhasdetorres.blogspot.com/2010/04/restauro-dos-fortes.html

ARRUDA DOS VINHOS: GASTRONOMIA E LINHAS DE TORRES VEDRAS

A criatividade humana não tem limites, é bem verdade.

Vejam-se as ementas a concurso nesta meritória iniciativa da Câmara Municipal de Arruda dos Vinhos.

É o delírio da criatividade.

Com esta gastronomia guerreira só podemos desejar “bom proveito e poucos efeitos bélicos colaterais…”.
Para abrir o apetite:

Restaurante Nazareth

Peixe – Bacalhau à terra queimada
Carne – Lombo de porco à Napoleão
Sobremesa – Manjar dos fortes

Restaurante O Barril

Peixe – Paliçada de bacalhau
Carne – Tornedó de porco com frutos secos à moda do forte
Sobremesa – Doce da casa à barril de pólvora

Restaurante O Morgado

Peixe – Ensopado de bacalhau à forte
Carne – Pernil no forno com molho Wellington
Sobremesa – Montanha de suspiro e framboesas

* Nota: A ementa só será servida nos jantares, excepto aos Sábados e Domingos. cada prato demora aproximadamente 40 minutos na sua confecção. Entrada: caldo de caça.

Restaurante Valverde

Peixe – Bacalhau à retirada Francesa (lascado sobre uma cama de batata doce e grelos, envolvido num suave souflé de pão caseiro)
Carne – Porco à Inglesa (a peça mais nobre do porco “presa no lombo ibérico” num espeto de louro, assada em forno de lenha)
Sobremesa – Folhado de laranja com frutos do bosque

Restaurante Porta Um
Peixe – Bacalhau no forno sobre “canhoneiras” de grão, massa e enchidos
Carne – Lombinho de porco em paiol de couve salteada e cogumelos
Sobremesa – Través de chocolate e laranja

Fonte: http://linhasdetorres.blogspot.com/2010/05/arruda-dos-vinhosgastronomia-e-linhas.html

Linhas de Torres: Fortificações recuperadas

Seis municípios do distrito de Lisboa uniram esforços para recuperar as Linhas de Torres. O projecto orçado em dois milhões de euros e que ontem viu inaugurado o circuito da Enxara, no concelho de Mafra, visa preservar parte do sistema de fortificações militares construído entre 1809 e 1810, que teve por objectivo travar a terceira invasão francesa. O que viria a acontecer em Novembro de 1810, quando o marechal Massena renunciou a atacar e retirou, dirigindo-se para Santarém.

Das 152 estruturas militares construídas na época, restam 118. Destas, o projecto visa recuperar 30 até Dezembro de 2010. A iniciativa irá também abrir circuitos pedestres ao longo dos 85 quilómetros de fortificações, cuja eficácia bélica alcançada determinou o início do caminho ascendente do Duque de Wellington perante as tropas napoleónicas, que culminou com a vitória sobre Napoleão a 18 de Junho de 1815, na batalha de Waterloo.

O investimento do circuito da Enxara envolve a animação de réplica de um telégrafo semelhante ao existente na época. Um primeiro passo para explicar o complexo sistema de comunicações existente no século XIX que permitia a distribuição de informações desde o rio Tejo até ao Atlântico.

Com vista à preparação da comemoração do Bicentenário das Linhas de Torres, a realizar entre 2009 e 2010, terminou ontem o seminário ‘A Importância das Linhas de Torres na Europa’.

Numa obra de engenharia sem paralelo, erguer mais de uma centena de fortes levou a que 150 mil camponeses fossem chamados. Também cerca de 200 mil pessoas abandonaram as suas casas a norte das linhas, perante a investida dos franceses.

O efectivo militar criado foi também gigantesco: 25 mil milícias e 11 mil ordenanças portuguesas, oito mil espanhóis e 2500 fuzileiros ingleses. Como tropas regulares, Wellington dispunha de 34 mil ingleses e de 24 500 portugueses.

Estava criada uma máquina de guerra de mais de cem mil homens que à retirada francesa avançou para Espanha. A 27 de Julho de 1813, após a batalha dos Pirenéus, o duque de Welligton viria a chamar aos militares portugueses, pela sua coragem, “os meus galos de combate”. A 7 de Outubro era dada ordem para avançarem para França. É este património militar que seis concelhos querem manter vivo.

Segundo explicou Gertrudes Cunha, vereadora da Cultura da Câmara de Arruda dos Vinhos, o projecto Rota Histórica das Linhas de Torres “pretende trazer o desenvolvimento sustentado da região com a criação de uma rota turístico-cultural, militar, ambiental e de grande projecção internacional”. Arruda dos Vinhos, Vila Franca de Xira, Sobral de Monte Agraço, Mafra, Loures e Torres Vedras são os concelhos envolvidos.
LINHAS DE TORRES

Edificadas, a partir de 1809, por ordem do general Wellesley, as Linhas de Defesa de Lisboa, ou Linhas de Torres, são um conjunto de 152 fortificações que se estendia por cerca de 80 quilómetros, distribuídas entre Torres Vedras e o rio Tejo, e que asseguravam a defesa desde a costa atlântica até ao estuário do rio.
FORTE GRANDE OU DO ALQUEIDÃO

Localizado na Serra de Montagraço, a 439 metros de altitude, começou a ser construído a 4 de Novembro de 1809. Capacidade para uma guarnição de 1590 militares. Número de peças de artilharia: 25. Fica no concelho de Sobral de Monte Agraço, dois quilómetros a Sul da vila.

Arruda dos Vinhos: Seminário Internacional sobre a Importância das Linhas de Torres na Europa

O “Seminário Internacional sobre a Importância das Linhas de Torres na Europa” vai reunir alguns dos mais reputados peritos internacionais, neste tipo de património, no Auditório Municipal de Arruda dos Vinhos, nos dias 20, 21 e 22 de Novembro, com o objectivo de “divulgar a especificidade do sistema militar defensivo de Lisboa, denominado por Linhas de Torres”.

No âmbito do programa do seminário, assinala-se a inauguração do primeiro circuito de visita incluído na “Rota Histórica das Linhas de Torres”, projecto dinamizado por uma plataforma intermunicipal que congrega todos os municípios onde se implantam as fortificações: Arruda dos Vinhos, Loures, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira.

O objectivo deste seminário transcende a esfera da História das Guerras Peninsulares e assume-se como uma oportunidade para chamar a atenção da população em geral, e da comunidade científica em particular, para a valorização cultural e turística deste património militar.

Estão previstas diversas actividades, como comunicações livres, debates temáticos, visitas de estudo ao terreno, exposição de painéis e mostra bibliográfica.

Fonte: http://www.oesteonline.pt/noticias/noticia.asp?nid=20315

Arqueologia: Tecnologia das Linhas de Torres utilizada nas invasões francesas permaneceu até à 2ª Guerra Mundial

Escavações arqueológicas no Forte do Cego, em Arruda dos Vinhos, levam os especialistas a afirmar pela primeira vez que os métodos defensivos adoptados pelo exército luso-britânico para impedir as invasões francesas persistiram até à segunda guerra mundial.

“Foi a primeira vez que se utilizou um sistema defensivo em linha completamente novo para evitar que o exército passasse para o outro lado e possibilitar a defesa de uma determinada região. As técnicas usadas estiveram muito em voga na primeira e segunda guerra mundial”, explicou à Lusa o arqueólogo Guilherme Cardoso, que coordena a campanha.

As Linhas Defensivas de Torres, que se estendem desde Torres Vedras até ao rio Tejo, possuem mais de uma centena de fortes, que foram indispensáveis para pôr termo às invasões francesas em Portugal, no século XIX.

“As Linhas de Torres Vedras pararam completamente as tropas francesas porque eram uma linha bastante forte face às técnicas de engenharia militar utilizadas”, indicou, precisando que a muralha de fortificações tornava quase “impensável as tropas passarem e sujeitarem-se ao fogo do inimigo”.

A campanha arqueológica, que está a decorrer desde meados de Julho, pôs pela primeira vez a descoberto materiais e técnicas adoptadas na linha defensiva para impedir o avanço das tropas francesas, o que permite “ter uma ideia mais rigorosa do que se conhecia do passado”.

Sabe-se, por exemplo, que duas canhoneiras agora encontradas (base de apoio dos canhões) tinham “um carro com rodas baixas para evitar que, caso o forte fosse tomado pelas tropas francesas, pudessem sair do lugar em que estavam” com todo o armamento.

Foi também posto a descoberto o local onde se guardavam as armas e as munições (paiol), que permite aos arqueólogos concluir que as construções eram feitas com “rigor” e recorrendo a operários especializados.

O paiol foi construído com “lajes de pedra trabalhada”, sobre as quais assentava um “piso em madeira para evitar faíscas e impedir que a pólvora que lá estava guardada explodisse”.

As escavações permitiram também concluir que os métodos de defesa e construção dos fortes “nem sempre eram os mesmos”, havendo diferenças na mesma linha defensiva.

“Não há fortes iguais. Todos foram construídos segundo as especificidades do terreno onde foram implantados”, assinalou Guilherme Cardoso.

Tal como em mais de cem fortificações existentes, o Forte do Cego tinha um monte de pedra no seu interior “para evitar a explosão de bombas” que o danificassem, mas “não tem muretes de pedra”, ao contrário de outros, porque não haveria no local pedra e homens para trabalhá-la.

Os arqueólogos descobriram ainda que, debaixo do Forte do Cego, existe um povoado do período do neolítico-calcolítico, com pelo menos cinco mil anos e onde existem “vestígios de cerâmica”, além de um outro da Idade do Ferro, a trinta metros de profundidade.

Em Setembro, a equipa de trabalho vai iniciar escavações no Forte da Carvalha, ainda no concelho de Arruda dos Vinhos, no âmbito de um projecto que envolve também os municípios de Loures, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira.

Fonte: http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/389846