Category Archives: Vinho

Festa do Vinho e da Vinha em Arruda dos Vinhos 2011

28-10-2011
18:00  ›   Inauguração do Certame e lançamento de vinhos novos da Adega Cooperativa de Arruda dos Vinhos. Entrega de prémios do concurso “Selezionne del Sindaco”7
21:30  ›   Espetáculo com “3 Gerações” – Mónica Sintra, Ana e Nucha
00:00  ›   Espetáculo com “Índios e Samurais” – tributo a Rui Veloso
02:00  ›   Encerramento

29-10-2011
12:00  ›   Abertura do certame
16:00  ›   Animação com “Os Chafaristas”
20:00  ›   Animação com o organista Paulo Pereira
22:00  ›   Miss Festa da Vinha e do Vinho

No intervalo atuações do grupo MTV Dance do Clube Recreativo e Desportivo Arrudense e do Grupo UNNAMED CREW do Rancho Folclórico Podas e Vindimas
No final continuação da animação com Paulo Pereira

02:00  ›   Encerramento

30-10-2011
12:00  ›   Abertura do certame
16:00  ›   Espetáculo infantil “Arruda tem Talentos”
17:00  ›   Atuação da “Banda Musical Cordas Soltas”
22:00  ›   Espetáculo com Miguel e André
00:00  ›   Encerramento

31-10-2011
18:00  ›   Abertura do certame
20:00  ›   Abertura do Espaço Infantil da Escola Profissional Gustave Eiffel
21:00  ›   Thriller Night pelos alunos Escola Profissional Gustave Eiffel
22:00  ›   Espetáculo com “Portugal em Palco”
02:00  ›   Encerramento

01-11-2011
12:00  ›   Abertura do certame
15:00  ›   Animação com Luís Dinis
17:00  ›   Atuação do Rancho Folclórico Podas e Vindimas de Arruda dos Vinhos
18:30  ›   Oferta de castanha e água-pé
21:00  ›   Sorteio a favor dos Bombeiros Voluntários de Arruda dos Vinhos
22:00  ›   Espetáculo com Emanuel
00:00  ›   Encerramento

Vinhos de Arruda dos Vinhos premiados em Itália

No passado mês de maio, realizou-se o X Concurso Internacional do Vinho, ”Selezione Del Sindaco” 2011, em Benevento e Torrecuso em Itália.

O Municipio de Arruda dos Vinhos esteve presente através da Associação de Municípios Portugueses do Vinho, com dois produtores: Adega Cooperativa de Arruda dos Vinhos e a Sociedade Agrícola de Arruda (Quinta de São Sebastião).

Um júri constituído por elementos oriundos da Hungria, Reino Unido, Espanha, Eslóvenia, Slovak, Russia, Rumenia, Portugal, Polónia, Moldavia, Coreia, Italia, Alemanha, França, Croacia, Colombia,Belgica e Azerbeijão apreciou 1113 vinhos inscritos e atribuiu Medalhas de Prata aos vinhos tintos arrudenses Lote 44 e Extra-Madura, da Adega Cooperativa e Quinta de São Sebastião, da Sociedade Agrícola de Arruda, foram distinguidos com 3 medalhas de prata.

Os vinhos premiados encontram-se à venda nos pontos de venda dos próprios produtores e no Posto de Turismo no Centro Cultural do Morgado

Fonte: http://www.cm-arruda.pt/News/newsdetail.aspx?news=9f6c76da-6a98-495c-aea1-2afcd210849a

1867: O Archivo rural, Volume 10







Fonte: http://books.google.pt/books?id=gz4iAQAAIAAJ&pg=PA439&dq=arruda+dos+vinhos&cd=10#v=onepage&q=arruda&f=false

“Arruda não é dos Vinhos, os vinhos é que são dela”

Integrada na recentemente denominada Região de Vinhos de Lisboa, Arruda não tem a fama das regiões vinícolas do Douro ou do Alentejo, mas há ainda quem lute pelo prestígio e pela qualidade dos vinhos da terra. Arruda dos Vinhos fica apenas a 20 minutos de carro de Lisboa, tão perto que no alto das suas serras consegue-se mesmo vislumbrar os contornos da Ponte 25 de Abril. São as longas extensões de vinhas, escorreitas pinceladas pela paisagem do vale em que habitam, que lhe dão o nome.

Na espécie de “caldeirão” onde se situa Arruda dos Vinhos, dada a configuração geomorfológica, os solos conseguem reter bem a água, são argilo-calcários típicos e as encostas estão expostas ao sol que ilumina as vinhas durante todo o dia. Esta particularidade confere aos terrenos de Arruda a protecção dos ventos marítimos necessária para abrigar as videiras. Resultado destas características especiais: maturação das uvas mais precoce, única na região. Num vale quente e abrigado, com maiores amplitudes térmicas, crescem uvas mais sãs e de melhor qualidade.

No entanto, longe vão os tempos em que vinham ranchos e ranchos de pessoas de vários pontos do país para ajudar a pouca mão-de-obra da terra na época das vindimas. Há cerca de 30 anos, Arruda dos Vinhos ainda recebia muitos trabalhadores rurais que chegavam em Setembro, para a colheita da uva, e ficavam para a apanha da azeitona, até Novembro.

Nessa época, os produtores eram muitos e os hectares cultivados também. Hoje, há apenas quatro empresas privadas de produção vitivinícola, pois a maior parte dos agricultores com pequenas vinhas está associada às duas cooperativas agrícolas da terra.

O acompanhar dos tempos

“A Adega Cooperativa e o associativismo trouxeram equipamento novo e modernizaram a produção”, afirma João Corrêa, cujo avô foi o sócio nº2 da Adega Cooperativa de Arruda dos Vinhos. João Corrêa, 49 anos, presidente da Confraria dos Enófilos da Estremadura, agrónomo e enólogo de profissão, herdou com os três irmãos mais de 200 hectares de vinha. Actualmente, mantém cultivados na Quinta da Moita e na Quinta da Alagoa cerca de 50 hectares, com a ajuda de máquinas alugadas e de apenas mais quatro funcionários durante todo o ano.

João Corrêa destaca a importância das cooperativas na mecanização do processo de produção e na ajuda aos agricultores, mas também aponta onde falharam. “Durante muito tempo os produtores entregavam a uva na adega [cooperativa] e o processo acabava ali, a parte comercial foi algo que não foi explorado, não houve investimento”, lamenta. “Há muito tempo que este não é um negócio só da vinha e da adega (…) com as ajudas comunitárias toda a gente se esqueceu da parte comercial e investiu na produção. Falharam porque esqueceram a estratégia e o investimento na parte comercial”.

Quebrar o estigma da região

“Em tempos o vinho vendia-se quase todo, mesmo a granel, mesmo com pouca qualidade, mas com a entrada de Portugal na União Europeia, quando se pediu quantidade à nossa região, começou a haver excedente. A palavra de ordem seguinte foi ‘qualidade’”, conta João Corrêa. Contudo, o estigma da produção em quantidade e de pouca qualidade já estava associado à terra e aos seus vinhos. Para além das dificuldades em tornar o negócio rentável devido ao aumento dos custos de produção e da crise internacional, a batalha trava-se agora com persistência para tentar contrariar esta ideia.

Um dos passos foi mudar o nome da região vitivinícola, outrora região da Estremadura. De acordo com João Corrêa, a designação era facilmente associável à Estremadura espanhola, onde os vinhos não são famosos pela qualidade. Assim, o ano passado, passou a chamar-se “Região de Vinhos de Lisboa”, “tendo em consideração factores positivos, nomeadamente para os mercados externos, pelo facto de possuir mais notoriedade, mais fácil leitura e melhor referência quanto à sua localização”, justificaram os estudos realizados que deram origem à mudança.

Aposta na modernização

Antes de chegarem as máquinas, as vindimas “demoravam mais tempo, o trabalho era mais manual, sofria-se mais e era mais difícil”, recorda Joaquim Santos, 35 anos, empregado da Casa Agrícola Ribeiro Corrêa há cinco anos, mas filho da terra e amante das vinhas desde criança. Hoje os jovens não querem a vida da terra, apesar das máquinas ajudarem em praticamente todas as tarefas, “continua a ser duro”, lamenta Joaquim, mas sem deixar apagar aquele brilho no olhar, típico de quem faz o que gosta.

De pele queimada pelas inúmeras vezes que percorre os trilhos que separam os talhões, Joaquim lembra-se bem do convívio e da camaradagem de outrora entre os trabalhadores. “Os amigos ajudavam-se, fazia-se a vindima e a seguir havia sardinhada, o convívio era outro, era tudo mais familiar. Agora há um engenheiro, há o pessoal (pouco) que trabalha e há uma relação mais distante”.

O engenheiro de que fala estudou no Instituto Superior de Agronomia (ISA) em Lisboa e esteve dois anos em Montpellier. “Nasci quase no meio de cepas”, brinca João Corrêa, para quem “os genes” foram mais fortes na hora de decidir o futuro. Aos 28 anos ainda considerou a paixão pelos aviões. “Pensei: «ou vou para a terra ou vou para o ar»”, mas “as raízes prenderam-me à terra”. Quando regressou de França apostou na reestruturação da empresa para criar uma marca própria, independente, e que vingasse pela qualidade.

Na família há quatro gerações, a Casa Agrícola Ribeiro Corrêa, foi pioneira em Arruda na introdução na década de 90 de “técnicas de reconversão das vinhas, com enxertos prontos em talhões monovarietais utilizando tecnologias de drenagem, plantação e condução inovadoras”. Daí até à mecanização foi um pequeno passo.

Vantagens da mecanização

As máquinas reduzem para metade os custos das vindimas, por um lado porque “cada vez há menos gente para trabalhar as vinhas e as pessoas consideram este trabalho desprestigiante”, por outro lado porque na Casa Agrícola Ribeiro Corrêa a maquinaria usada na colheita é alugada. “Seria uma estupidez comprar máquinas tão caras, com a nossa dimensão, e para pouco mais de um mês de trabalho por ano”, considera João Corrêa.

Contudo, para além de “caríssimas”, explica, as máquinas de vindimar “requerem imenso da sensibilidade do trabalhador”, não só para saber como se manobram como também para ajustar cada opção mecânica à especificidade da uva em questão.

À excepção da vindima de algumas castas, por exemplo no caso das brancas, a empresa chega a contratar cerca de 30 trabalhadores para ajudar na colheita. Mas as máquinas fazem a grande maior parte do trabalho.

No caso das castas de tintos, João Corrêa elogia as vantagens da utilização de maquinaria. “Num dia de Verão, como são normalmente os dias de vindima em Agosto/Setembro, convém que a uva chegue fresca à adega”, nunca seria possível ter um rancho de pessoas a vindimar durante a noite, e com as máquinas existe a “versatilidade das horas” e a “rapidez com que se vindima um talhão”.

Aspectos fundamentais na hora de aferir a qualidade da colheita pois, muitas vezes, quando se começa a vindimar manualmente uma casta, a morosidade da apanha faz com que a uva colhida no primeiro talhão tenha um grau de maturação inferior à colhida no último. Pormenores que fazem a diferença na qualidade do produto final.

O “fim dos pés” nos lagares

Da vinha para a adega, a reestruturação continuou. Da traça rústica e tradicional das antigas instalações, restam apenas os lagares de pedra. Onde antes reinavam a alegria e a festa da tarefa de pisar o mosto, agora já não se ouve o som da uva a ser esmagada em contacto com os pés. No mesmo local, em surdina, repousam agora as barricas de madeira já cheias de vinho pronto a amadurecer.

Em substituição da mão-de-obra, a Casa Agrícola Ribeiro Corrêa, investiu em cubas de vinho que se vão enchendo à medida que as uvas chegam da vinha. Primeiro passam por uma máquina (esmagador-desengaçador), e o mosto é conduzido directamente para a cuba de fermentação. Uma vez aí, um tubo no interior leva, compassadamente, o líquido que se acumula no fundo novamente para a superfície, de modo a que a parte sólida se funda com a líquida e ocorra a pretendida fermentação alcoólica.

Beber vinho sempre fez parte da dieta mediterrânea dos nossos povos, mas chegou a ser associada pejorativamente aos taberneiros e a uma forma de consumo em excesso. Hoje, “bebe-se mais moderadamente, beber vinho é um acto de civilização, um acto gourmet”, considera o enólogo. Como fica implícito, o consumo médio em quantidade por português tem descido nos últimos anos.

“O vinho não é um bem de primeira necessidade, e com crises destas, duras, é dos produtos que mais se ressente”, afirma João Corrêa.

“Os vinhos mais caros bebem-se cada vez menos, há uma queda nas vendas da gama alta e mesmo dos vinhos com notoriedade”, lamenta acrescentando que “agora é ainda mais difícil ir para o mercado com uma marca nova, ainda que de elevada qualidade”.

Ainda assim, João Corrêa observa que o segmento de vinhos médio é onde se registam as maiores perdas devido à “enorme” diferença entre o preço de venda do produtor e o preço de venda praticado nos restaurantes. “É uma guerra perdida”, confessa.

Daí que a Casa Agrícola Ribeiro Corrêa opte por se manter concentrada em produzir apenas com três fins: promover as marcas de topo junto de garrafeiras e restaurantes; apostar no agora em voga “bag-in-box” (antigo garrafão de 5 litros adaptado a uma embalagem moderna e prática com uma imagem apelativa) para os supermercados e hipermercados da região; vender uva a granel, em excedente, para outros vinicultores.

“Só bebo em serviço”

Profissionalismo e prazer. Confundem-se facilmente nas palavras de João Corrêa. As vindimas estão no fim e eis que chega a altura mais aguardada pelos produtores. Depois de um ano de labor minucioso dedicado à terra e ao cuidado da vinha, e depois de pouco mais de um mês intenso de trabalho na colheita, é hora de provar o “sumo” que vem compensar o esforço e a paciência.

CASA AGRÍCOLA RIBEIRO CORRÊA
Número de hectares cultivados: 50
Produção média anual (litros): 100.000
Número de funcionários: 4
Castas cultivadas

BRANCAS:

•Arinto
•Fernão Pires
•Vital
•Seara Nova
•Chardonnay
TINTAS:

•Toriga Nacional
•Aragonez
•Tinta Míuda
•Castelão
•Camarate
•Caberet Sauvignon
•Syrah
•Alicante Bouschet

Principais Vinhos comercializados
•Erva Pata
•R.C.Chardonnay
•”Bag-in-box” 5 litros (branco e tinto).

Fonte: http://sic.sapo.pt/online/noticias/vida/arruda+nao+e+dos+vinhos+os+vinhos+e+que+sao+dela.htm

Vinhos portugueses provados em Luanda

Mais de 400 marcas de vinhos de Portugal estão a ser degustadas hoje, em Luanda, na 3ª edição anual de prova de vinhos lusos, numa iniciativa da Viniportugal – Associação para a Promoção dos Vinhos Portugueses.

Ao falar à Angop, a responsável da Viniportugal pelo mercado angolano, Sónia Fernandes, disse que esta edição conta com a participação de 76 produtores de todas regiões vitivinícolas de Portugal, com destaque para Alentejo, Porto, Dão, Arruda, Bairrada, Beira Interior, Transmontes e Vinhos Verdes.

A iniciativa, salientou, visa mostrar aos apreciadores de vinho o que Portugal faz de melhor neste segmento de actividade e expor as novas marcas lançadas no mercado, bem como mostrar os produtores cujos vinhos ainda não estão representados em Angola.

Em 2009, segundo dados do Instituto da Vinha e do Vinho de Portugal, Angola importou do mercado português, 445 milhões de hectolitros de vinho, representando em valor 57 milhões de euros (1 euro equivale 113,341 kwanzas). Depois de Angola, os maiores importadores foram a Alemanha e o Reino Unido.

Sónia Fernandes disse que a previsão para este ano é superar a cifra de 2009 e procurar acompanhar a taxa de crescimento da economia angolana.

Fonte: http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/lazer-e-cultura/2010/6/26/Vinhos-portugueses-provados-Luanda,568d0968-651b-489b-a896-e4a34117f4c8.html

Portugal acolhe jovens viticultores da Europa, 29 a 30 de Abril de 2010

Pela primeira vez em Portugal, a Associação de Municípios Portugueses de Vinho e a sua congénere Italiana – Citta del Vinho, realizam a IXª Edição do Estágio Europeu de Jovens Viticultores, de 29 a 30 de Abril.

A Associação de Municípios Portugueses do Vinho em Parceria com a sua congénere Italiana Città del Vino, organiza a IXª Edição do Concurso Internacional para Jovens Viticultores, estudantes em Agricultura e Viticultura. Depois de Siena, Narbonne, Marselha, Roma, Frankfurt, Borgonha e Rioja, esta edição será realizada em Arruda dos Vinhos (Portugal).

O Curso é uma iniciativa da Rede Europeia de Cidades do Vinho, associação que representa mais de 70 Cidades em Itália, França, Áustria, Grécia, Espanha, Eslovénia, Hungria, Alemanha e Portugal.
O curso tem a duração de 5 dias, de 26 de Abril a 1 de Maio e inclui a participação de reconhecidos especialistas internacionais do sector, que apresentarão conteúdos teóricos, complementados com visitas a adegas e provas de vinhos.

Sobre o tema da “Viticultura Sustentável”, os jovens participantes irão debater os novos desafios da agricultura e contarão com as intervenções de Ricardo Pastore, economista e especialista em marketing; Agustí Villarroya Serafín, professor de viticultura e biologia e Francisco Borba, Presidente da ViniPortugal – Associação Interprofissional para a Promoção dos Vinhos Portugueses.

O valor de participação é de € 400,00 e inclui todas as actividades incluídas no programa em anexo, a inscrição pode ser feita directamente com a Cittá del Vino, ou com a AMPV, sendo necessário o preenchimento de impresso próprio.

Segundo a organização, “O curso é uma oportunidade para os estudantes conhecerem diferentes realidades contemporâneas e para estudarem as novas tendências no campo da viticultura”.

Fonte: http://lusowine.com/displayarticle5203.html

Concorrência causa interrupção na exportação de vinhos portugueses

Produtores de vinhos da região de Lisboa (Portugal) suspenderam em 2009 a exportação do produto para Angola, devido a redução do preço motivada pela forte concorrência no mercado angolano.

Em declarações à Angop, numa prova de vinhos organizada pela Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa (CVRL), a enóloga da Cooperativa de Dois Portos, Alexandra Mendes, afirmou que a sociedade interrompeu as vendas em Setembro transacto por redução do custo da garrafa de um litro, de quatro para um euro (o equivalente a 150 kwanzas).

Contudo, a especialista adiantou que a sociedade tenciona reatar as exportações para Angola a curto prazo, adoptada uma nova estratégia de comercialização a ser apresentada ainda este ano por ocasião da realização, em Julho, da Feira Internacional de Luanda (FILDA).

Também, devido ao registo nos últimos anos do aumento da oferta de vinhos no mercado angolano e por outras razões, o importador angolano dos vinhos da Adega Cooperativa Arruda dos Vinhos ?abandonou a actividade?, revelou o director-geral dessa sociedade de Lisboa, Rodrigo Pinheiro de Lacerda.

Do mesmo modo, o produtor da região lisboeta de Arruda perspectiva retomar as vendas à Angola, quando encontrar um novo importador angolano, que começará a ser sondado igualmente na FILDA 2010.

Outros produtores da região de Lisboa continuam a registar a aceitação dos consumidores residentes em Angola, como regozijou-se o assistente executivo de uma produtora local, Ricardo Marques.

O técnico indicou que a sociedade onde trabalha exportou três milhões de garrafas de vinhos para Angola em 2009, sendo neste momento o segundo maior destino dos seus produtos a seguir da Noruega.

Em termos de perspectivas, Ricardo Marques sublinhou ser propósito da direcção-geral da empresa distribuir os vinhos, além de Luanda, nas restantes 17 províncias angolanas e fazer parceria com novos importadores angolanos.

Dos 14 produtores da região de Lisboa, a maioria garantiu continuar a exportar vinhos para Angola, não só com o objectivo de aumentar as vendas mas também de oferecer aos consumidores produtos com qualidade e a preço razoável.

Ao intervir no enceramento, o presidente de direcção da CVRL, João Carvalho Ghira, agradeceu os participantes ao evento, sobretudo os comerciantes estrangeiros que consideraram bom os 224 vinhos postos à prova.

O responsável realçou que a região de Lisboa exporta 20 porcento da sua produção e está em evolução, justificando o facto de os vinhos da zona terem uma posição importante em Portugal e no estrangeiro, pela satisfatória combinação entre preço e qualidade.

Fonte: http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=25447&catogory=Angola

Comerciantes angolanos constatam técnicas de produção de vinho

Lisboa (Do enviado especial) – As técnicas de cultivo de uvas, transporte para as adegas e sua limpeza, extracção e engarrafamento do vinho, na zona oeste de Lisboa (Portugal), estão a ser constatados desde sábado por comerciantes angolanos.
 
Depois de ter visitado quatro sociedades vinícolas no sábado e hoje, domingo, a delegação empresarial angolana visita igual número de sociedades produtoras de vinho, todas elas com uma média de produção de mais de um milhão 500 mil litros/ano, para observar de perto todo o processo de produção de vinho com qualidade.
 
Durante as visitas, os participantes recebem explicações detalhadas sobre a origem da sociedade, a quantidade de hectares e de litros de vinhos produzidos, trocam experiências com os empresários lusos e participam de provas de vinhos.
 
Sábado, nas adegas e quintas por onde esteve, a comitiva angolana soube que alguns produtores da região de Lisboa desenvolvem a sua actividade na sua maioria em forma de cooperativa, com fundos comunitários e vindimam (colhem a uva) manualmente e com máquinas, como a Adega Cooperativa Arruda dos Vinhos.
 
Nas outras quintas visitadas, os seus gestores declaram que produzem de modo essencialmente orgânico, sem adubos, com vista a aquisição de vinhos gastronómicos, destinados mais a servir de complemento a comidas, segundo garantiu o engenheiro agrónomo da Quinta da Cortezia, Miguel Catarino.
 
Efectuam igualmente visitas à quintas e adegas de Lisboa, empresários russos, norte americanos e croatas, que foram, a semelhança dos angolanos, convidados pela Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa (CVRL) a inteiraram-se da produção dos associados da CVRL.
 
O convite da CVRL é igualmente extensivo a participação das delegações estrangeiras no Salão Internacional do Sector Alimentar e de Bebidas (Sisab 2010), que decorrerá de 22 a 24 deste mês, em Lisboa.

Fonte: http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/economia/2010/1/7/Comerciantes-angolanos-constatam-tecnicas-producao-vinho,6a161c67-7c3a-411a-8ba5-82ec7ce256a0.html

Lisboa passa a ser denominação para os vinhos da região

Os vinhos produzidos na região de Lisboa passam a ter uma nova denominação, apresentando o nome do distrito, o que facilita a promoção, principalmente no mercado externo, defendeu nesta sexta-feira o presidente da Comissão da zona.

Com esta decisão, é extinta a denominação Estremadura, que abrangia os distritos de Lisboa e de Leiria.

Em declarações à Agência Lusa, o presidente da Comissão Vitivinícola da nova Região de Lisboa, João Ghira, explicou que, com a publicação da respectiva portaria, a partir de hoje Portugal tem uma nova região de vinhos, cumprindo um desejo “há muito tempo transmitido pelos produtores”.

Através da portaria, o ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas criou a Indicação Geográfica “Lisboa” que vai começar a aparecer nos rótulos das garrafas dos vinhos produzidos por cerca de 100 produtores numa área de 30 mil hectares, facilitando a identificação pelos potenciais consumidores através da ligação ao nome da capital portuguesa.

“Deixamos o nome Estremadura, menos conhecido e que leva a confusões com a região espanhola, para retomar o nome que teve forte expressão há muitos anos e está principalmente virado para o mercado externo, onde Lisboa já tem notoriedade”, citou João Ghira.

Numa fase de transição, os produtores podem fazer referência a duas sub-regiões: Estremadura e Alta Estremadura (zona a norte da região que inclui Leiria), especificou.

A nova denominação também facilita a relação com o turismo e com as rotas ligadas à produção de vinho.

João Ghira não deixa de apontar uma desvantagem realçada pelos estudos realizados, relacionada com a atual ausência de associação de Lisboa a produção de vinhos, um ponto que o responsável espera seja rapidamente ultrapassado.

A região tem “uma forte tradição vinícola” e agrega alguns dos vinhos DOC (Denominação de Origem Controlada) mais reconhecidos, tanto a nível nacional, como internacional, como “Colares”, “Bucelas”, “Carcavelos”, “Óbidos”, “Alenquer”, “Arruda dos Vinhos”, “Encostas D’Aire” ou “Torres Vedras”.

A estes DOC junta-se o vinho regional de Lisboa.

A nova Região de Vinhos de Lisboa produz cerca de 20 milhões de garrafas de vinho certificadas, além de aguardente, espumante de qualidade e vinhos generosos.

O presidente da Comissão realçou que cerca de metade do vinho certificado é vendido em mercados externos, como Angola, Bélgica, Reino Unido, países da Escandinávia, Canadá, EUA, Alemanha ou Brasil.

A Região de Vinhos de Lisboa abrangerá a totalidade do distrito de Lisboa, com exceção do concelho da Azambuja, o concelho de Ourém, e os concelhos do distrito de Leiria: Alcobaça, Batalha, Leiria, Marinha Grande, Nazaré, Pombal (com excepção de quatro freguesias), Porto de Mós e Caldas da Rainha.

A Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa é a entidade responsável por toda a certificação de vinhos produzidos na região.

Fonte: http://www.agencialusa.com.br/index.php?iden=23777

Nove adegas juntas para comercializar

Nove adegas portuguesas juntaram-se para criar um grupo, denominado A9, com o objectivo de promover e comercializar os seus vinhos a nível nacional e mundial.

O grupo envolve as adegas de Almeirim/Arruda, Caves Vale do Rodo, Favaios, Pegões, Caves Santa Marta, Soadegas, Udaca e Vercoope, que representam 27 empresas e correspondem a 15% da produção nacional, com mais de 15 200 viticultores.

Um dos objectivos do grupo, nascido naFederação Nacional das Adegas Cooperativas, é a criação de uma plataforma de trabalho com vista ao relançamento dos vinhos no mercado global, nomeadamente, nos EUA, Canadá, Brasil, China, Índia e Rússia.

Detém já uma média de negócios de 86,5 milhões de euros, dos quais 13 milhões são em exportação. Em volume, o A9 tem a marca mais vendida em Portugal, e a sexta maior marca nacional em valor. Foi apresentado formalmente no último dia 11.

Fonte: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1044597