Fonte: http://books.google.pt/books?id=o-UAAAAAYAAJ&pg=PA301&dq=arruda&lr=&as_brr=1#v=onepage&q&f=false
Tomo Segundo:

Tomo Terceiro:

Fonte: http://books.google.pt/books?id=Tj8OAAAAQAAJ&source=gbs_navlinks_s
Definido um amplo largo no centro da vila, o chafariz pombalino de Arruda impõe-se, hoje, mais pelo seu aparato cenográfico que marca decisivamente a malha urbana, do que pelas razões utilitárias que, em 1789, estiveram na origem da sua edificação. Na verdade, o século XVIII dedicou especial atenção à questão do abastecimento da água às populações, sendo que as construções decorrentes desta preocupação, por parte da coroa, dos municípios ou dos nobres e eclesiásticos era, simultaneamente, uma forma de reforço do seu poder, ao qual não deixavam de associar a sua própria imagem, habitualmente através da exibição de brasões.
Assim, a pedra de armas de Portugal no coroamento do chafariz de Arruda dos Vinhos, denuncia uma mais que possível iniciativa ou colaboração régia na sua edificação.
O espaldar é seccionado por pilastras, encimadas por fogaréus assentes sobre bases piramidais. O remate contracurvado dos três panos converge, ao centro, no arco canopial que coroa e faz destacar o eixo do monumento. Este, é formado pela bacia e respectivas bicas, a que se segue um motivo vegetalista relevado ligando-se à pedra de armas, e terminando com a urna que remata o arco.
Acede-se à plataforma das bicas através de duas escadas nos extremos do chafariz, abrindo-se, entre elas, um amplo tanque rectangular, antecedido, no alçado frontal, por um conjunto de pilares. A água que o abastece jorra de uma bica que se liga directamente à bacia superior.
A sua construção, já do final do século XVIII, denota a influência pombalina na depuração das linhas, mas revela ainda o dinamismo barroco em determinados pormenores, como os fogaréus que rematam as pilastras.
(Rosário Carvalho)
Fonte: http://www.ippar.pt/pls/dippar/pat_pesq_detalhe?code_pass=71268
“Como essa ermidinha ficava muito à desamão dos devotos, e mais ainda das devotas da Senhora, que não podiam entrar na clausura, um dos seus mais insignes devotos e também insigne benfeitor dos Religiosos, o Padre João Luiz de Carvalho, beneficiado da Colegiada de Nossa Senhora da Salvação da vila de Arruda dos Vinhos, levantou a linda e artística capela que actualmente admiramos, aberta para o alpendre da portaria do convento. Tem sobre a verga da ampla entrada a data de 1777, mas a trasladação da imagem para ela efectuou-se, diz o Padre Frei Manuel de Maria Santíssima, no seu livro O Devoto Instruído, em treze de Junho de 1779. A capela é um sacrário de arte mariana. O mesmo devoto da Senhora custeou o lançamento do actual escadório, que dá descida para o átrio da capela e para o da igreja conventual.”
Fonte: http://www.virtual-net.pt/FranciscanosVaratojo/pag10.htm